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segunda-feira, 18 de março de 2019

Pede em casamento logo, Fogão

Diego é craque. Disso ninguém duvida. Mas se é craque, por que nunca conseguiu se firmar em um único clube? É ídolo em vários lugares, mas, de todos eles, nunca foi e nunca será unanimidade. No Botafogo, agora, tem a chance de um recomeço. Já passam de 10 as vezes que ele recomeça. E aos 33 anos de idade, chegou a hora de pensar até quando novas oportunidades irão surgir.



Revelado pelo Flu e com passagens agora pelos quatro grandes do Rio, Diego teve sua melhor forma no Vasco, em 2011 e 2012. Mesmo sendo muito lembrado pelo gol perdido contra o Corinthians pela Libertadores de 2012, tem um carinho especial da torcida vascaína. Na dupla Fla-Flu nunca chegou a desempenhar todo o seu potencial. Problemas extra-campo sempre o seguiram por onde passou, podendo ter influenciado no seu futebol pelo Rio de Janeiro.

Fora da cidade maravilhosa, foi no Palmeiras, em 2009, que conseguiu chamar bem a atenção. Conquistou o prêmio de gol mais bonito do Brasileirão daquele ano, quando acertou um chute de rara felicidade do meio de campo. Mas o que o torcedor palmeirense mais deve se lembrar da sua passagem pelo clube não foi o gol, mas sim sua briga emblemática com o zagueiro Domingos, numa partida contra o Santos. Mais uma vez, o pavio curto fez sua passagem ser rápida pelo Alviverde.

Nos últimos anos, rodou diversos clubes. Se reencontrou atuando como centro-avante, no Sport em 2017. Finalmente quando conseguiu somar à sua capacidade técnica a vontade e competência para liderar, voltou aos holofotes com grandes atuações, que lhe renderam convocações para a seleção, já passando dos 30 anos de idade.

No São Paulo, uma soma de fatores não o ajudou. Mas aquele Diego de anos atrás, temperamental, de pavio curto e que não conseguia estar 100% focado no futebol parece estar ficando cada vez mais no passado. A primeira impressão no Bota foi boa, no empate com o Flu no fim de semana. Cabe a Diego apenas se reencontrar, e a escolha pelo Botafogo não poderia ter sido mais certa: um clube que carece de talento, que sua torcida busca novamente um ídolo para depositar sua confiança e, principalmente, um líder. Diego Souza de 2019 é o líder que o alvinegro queria, e o Botafogo é o recomeço que Diego Souza precisava. É o casamento perfeito.


Alexandre Corrêa.

Um comentário:

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