Para o Fla, preocupação é a palavra da vez após o jogo de ontem no Maracanã. No Flu, empolgação, e com toda a razão. Foi o segundo clássico dos dois treinadores nessa temporada. Enquanto um agradou nos dois, apesar de só ter conseguido vencer um deles, o outro, com o mesmo retrospecto, decepcionou nas duas ocasiões. O que vimos ontem foi a nova geração ensinando a velha guarda.
Quando contratou Fernando Diniz, o Fluminense foi alvo de opiniões diferentes. Mas é inegável dizer que a maioria, por menor que fosse a diferença, achou que o estilo de jogo do treinador não funcionaria com esse elenco. É cedo ainda para falar se deu certo ou não, mas no grande teste da temporada até aqui, o jogo ofensivo e de posse de bola anulou um adversário que, no papel, era bem superior.
Do outro lado, Abel também dividiu opiniões quando foi contratado. Os que defenderam sua contratação têm como argumentos a sua gestão de grupo, onde em um elenco com várias estrelas, pode ser o que estava faltando. Quem não gostou da sua chegada dizia que era um técnico já ultrapassado, retranqueiro e que se acomoda com o resultado debaixo dos braços. Nos dois testes que teve até agora, Abel ainda não convenceu quem criticou a sua chegada, e vai começando a colocar dúvidas nas cabeças de quem o defendeu.
O crédito ontem vai todo para o técnico do Fluminense. Corajoso, audacioso, mas principalmente criativo. Precisando do resultado, sacou seus dois laterais para colocar um meia e um atacante. O Fla ficou completamente perdido com as alterações do tricolor, que por sua vez, se manteve compacto e dono do jogo.
Do outro lado, diferente do que muitos falaram, Abel tentou fazer seu time jogar. Colocou as estrelas que tinha no banco, tentando recuperar a bola e mantendo o Flu no seu campo de defesa. Não funcionou. Vitinho e Uribe foram discretos e pouco tocaram na bola. Arrascaeta, no primeiro lance que tinha abola dominada enfeitou e entregou o gol de bandeja nos minutos finais.
1 a 0 nesse caso é goleada. O Flu, com um elenco muito inferior, conseguiu ficar com mais de 60% do tempo de bola contra a equipe que se caracterizou nos últimos anos como a detentora da posse. Em dois meses de trabalho, Fernando Diniz transformou uma equipe focada em contra-ataques em uma equipe que joga para frente. Abel, no mesmo tempo, ainda não descobriu como fazer o elenco estrelado jogar. Ainda depende muito da individualidade de seus jogadores. Enquanto o tricolor comemora, o flamenguista coça a cabeça. E ambos estão certos de o fazer.
Alexandre Corrêa.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
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