Futebol brasileiro que hoje tem os holofotes apontados para Flamengo e Palmeiras. Enquanto os dois ainda têm dificuldades em definir o dono do ataque, Cruzeiro e Inter vêm dando show na Libertadores com dois nomes conhecidos nacionalmente, querendo mais é que esses holofotes se mantenham longe deles. A capacidade dos dois em decidir para suas equipes é inquestionável, ainda mais com a idade avançada que possuem. Por que então essa função de camisa 9, que joga de costas para a defesa, fazendo o trabalho de pivô vem sumindo a cada dia que passa?
É verdade que o futebol mudou, ficou mais físico, mais rápido e dinâmico nas últimas décadas. Mas exatamente por ter se tornado mais físico, que a presença de um jogador mais robusto continua sendo requisitada pelos treinadores. Não é à toa que nomes bastante velhos como Fred, Guerrero, Ricardo Oliveira e Maxi López sejam protagonistas nos times que jogam, o que mostra que o problema vem de baixo.
Não se formam mais camisas 9 como antigamente. Hoje, o que mais se revela no Brasil é jogador "agudo", de lado de campo, com explosão e velocidade. Nada contra, afinal são eles que estão sendo vendidos aos montes para a Europa antes mesmo de completarem duas décadas de vida. Mas se os times daqui claramente ainda apreciam o centroavante de referência, por que não surgem tantos nomes como para as outras posições? É o desafio que os clubes têm pela frente: ou começam a produzir novos jogadores com as características que claramente ainda fazem parte dos planos dos treinadores, ou então dependerão dos Guerreros, Freds e Ricardos da vida, que, apesar de fenomenais, ainda não aprenderam a rejuvenescer.
Alexandre Corrêa.

E o Gabigol? Mais para agudo do que 9?
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