Foi um massacre. O Botafogo em momento algum tomou conhecimento do Nacional (PAR). E por esse motivo que o torcedor só pôde comemorar a classificação quando o juiz apitou o final da partida. Porque, como eles bem sabem, tem coisas que só acontecem com o Botafogo.
No jogo de ida, ainda sob o fraco comando de Marcos Paquetá, o Alvinegro, mesmo não jogando bem, poderia ter saído com um placar minimamente melhor do que a derrota por 2 a 1. O adversário é muito fraco, tecnicamente. Talvez a falta de padrão tático e o fator mando de campo fizeram a diferença.
Precisando de um gol para se classificar, o Bota, apoiado por um estádio lotado, se lançou ao ataque desde o começo do jogo. E, diferente da equipe de Paquetá, a de Zé Ricardo é mais compacta e consegue imprimir seu estilo de jogo, tanto com a bola no pé quanto sem ela. Demorou mais do que o esperado, mas depois de cruzamento de Léo Valência, Carli subiu e colocou a estrela solitária na frente.
Aí veio o segundo tempo. O Botafogo, muito superior técnica e taticamente, talvez nem tivesse a intenção de voltar com o mesmo volume de jogo. Mas a fragilidade do adversário era tanta, que o jogo continuou com as mesmas rédeas dos primeiros 45 minutos: um domínio absoluto dos donos da casa.
Mas o que era domínio, com o tempo, foi virando pesadelo. Chance após chance o Glorioso ia deixando o adversário sonhar. Duas bolas na trave e nada. A tensão era nítida no Nilton Santos. Na grande chance que teve de empatar o jogo, o Vieyra, cara a cara com Saulo, mandou pra fora. O ditado de "quem não faz, leva" ia entrando cada vez mais no coração do alvinegro. Até que, em um chute de rara felicidade, Léo Valência foi do inferno ao céu, não dando chances à Rojas e liquidando a fatura. No fim, Botafogo classificado. Dá pra dizer que foi fácil, mas que foi o fácil mais difícil de todos, do jeito que o botafoguense conhece.
Alexandre Corrêa
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