30 de Julho de 2018. Hoje, a contagem de gols sofridos em São Januário está em 66. Já é mais do que o clube sofreu em toda a temporada passada. Se trata da pior defesa de todos os times das Séries A à E. De Zé Ricardo a Jorginho, de Erazo e Paulão a Breno e Ricardo Graça. O Vasco precisa urgentemente de respostas e soluções. Acha que encontrou em Leandro Castán. Será que encontrou mesmo?
Paulão tinha 1,87m de altura. Erazo 1,90. O fato do Vasco sofrer tanto nas bolas aéreas não está na conta da altura dos seus jogadores do sistema defensivo. O problema é claramente de posicionamento. Mas não só de seus zagueiros centrais. O Vasco sofre muito com contra-ataques, pois seu time tem uma transição defensiva ruim, pra dizer o mínimo. Laterais que sobem ao mesmo tempo e volantes que não têm segurança pra sair jogando deixam o Martin Silva em maus lençóis jogo após jogo. E mesmo se tratando de um goleiro de ponta, tem uma hora que não há quem segure tantos erros, coletivos e individuais. Desábato até começou bem quando foi contratado, mas hoje, o torcedor tem mesmo é muita saudade do garoto Douglas, vendido ao City no ano passado.
A partir da saída da prata da casa que os problemas defensivos começaram, para o então técnico Milton Mendes, que não segurou as pontas e perdeu o emprego para Zé Ricardo, ex-Flamengo. O principal trabalho dele era ajeitar o sistema defensivo. E ele fez. Em 2017, conseguiu tirar qualquer chance do clube ser rebaixado e até conseguiu uma improvável classificação para a Libertadores.
Então o que mudou de 2017 para 2018 que fez com que Zé Ricardo pedisse as contas no começo de junho? O Vasco, em vez de se reforçar para a competição continental, perdeu nomes importantíssimos, como Nenê, Anderson Martins e, principalmente, Matheus Vital, por míseros oito milhões de reais, para o Corinthians. Esse desmanche não foi corrigido a tempo, e continua dando dor de cabeças ao torcedor até hoje, com Jorginho no comando.
Jorginho que teve todo o mês da Copa do Mundo para tentar encontrar uma solução defensiva. Parecia ter conseguido, após vencer o Bahia por 2 a 0, empatar com o Flu em 1 a 1, esse com um gol sofrido já na parte final do jogo, e vencer o Grêmio por 1 a 0, todos esses em São Januário. Aí veio a altitude de Quito e os problemas voltaram. Derrota por 3 a 1 seguida de uma goleada por 4 a 1 para o Timão, com direito aos quatro gols adversários feitos no segundo tempo. Leandro Castán vem aí. Se é ele a resposta para os problemas do Vasco, somente o tempo dirá. Já é uma grande ajuda, mas é apenas uma peça desse tabuleiro defensivo vascaíno, marcado pelo caos.
Alexandre Corrêa
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