O flamenguista do século XXI se acostumou com times fracos, que, de tempo em tempo conseguiam um título inesperado e davam uma alegria inesperada. Daí o famoso "se deixar chegar já era". O tempo foi passando e a situação agora é diferente. Nas últimas três temporadas o Flamengo cresceu: ajeitou suas finanças e agora se dá ao luxo de ter sempre à disposição um elenco recheado de estrelas. Mas isso (ainda) não foi capaz de mudar a cabeça do torcedor.
Imediatismo. É essa a palavra que consegue resumir grande parte da torcida rubro-negra. Ontem se encantou com os 4 a 0 na fraca Cabofriense, principalmente com os gols das novas estrelas: Arrascaeta e Bruno Henrique. Já se ouve por aí que o "cheirinho acabou". O que o torcedor não lembra é que duas semanas atrás, quando o time pegou seu primeiro teste de verdade, quase perdeu para o fraco Botafogo. Até os 19 minutos do segundo tempo daquela ocasião, o flamenguista coçava a cabeça, vendo o time sendo facilmente anulado pelo sistema defensivo botafoguense. Foi na inspiração de Bruno Henrique que conseguiu a vitória, então parece que tudo ficou bem outra vez.
Contra a Cabofriense, Abel pela primeira vez abriu mão dos dois volantes. Mas só quando o jogo já estava decidido. Sacou Willian Arão para colocar Arrascaeta, já na segunda metade da etapa final. O time ficou mais leve e mais dinâmico, conseguindo marcar ainda duas vezes nos 15 minutos finais. A justificativa do professor para manter Arão e Cuéllar juntos é de manter o equilíbrio ao time. Mas quando enfrenta defesas mais bem postadas, como foi no caso contra o Botafogo, sobrecarrega Diego na armação e a equipe fica previsível e dependendo da individualidade para chegar ao gol. Ainda é cedo, mas até agora parece que falta coragem ao comandante rubro-negro.
O Flamengo, no papel, dá medo em todos os seus rivais, tanto estaduais quanto nacionais. Mas nos últimos três anos também dava, mas terminou sem títulos de grande expressão. O diagnóstico das temporadas passadas foi que faltava postura dentro de campo. O começo de 2019 mostra que, além de dentro das quatro linhas, falta postura fora delas também. E quando o flamenguista perceber isso e parar de tratar uma goleada sobre um time sem qualquer expressão como "agora o cheirinho acabou", então os rivais terão de fato algo a temer.
Alexandre Corrêa.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
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