"Pouca mídia, muito futebol". Você já ouviu essa frase por aí, assim como ela dita ao contrário. Ontem, enquanto os holofotes cariocas estavam voltados para as estreias de Gabigol e Arrascaeta pelo Flamengo, o Vasco, quietinho no canto dele, conseguiu a segunda vitória seguida no Carioca. E ainda contou com uma quebra de um jejum que vinha incomodando desde o final de 2017.
Nem mesmo os holofotes funcionaram do jeito que o flamenguista esperava. Com a queda de luz no estádio Raulino de Oliveira, as atuações das duas estrelas, que já estavam apagadas, perderam ainda mais o brilho. O momento mais iluminado da partida foi o gol de bicicleta de Henrique Dourado, mas que também não foi suficiente para conseguir a vitória sobre o Resende e nem para agradar o torcedor.
A algumas dezenas de quilômetros dali, em um São Januário sem problemas de iluminação, o Vasco, que continua a fazer seu trabalho sem estardalhaço e badalação, goleou e segue 100% no campeonato. Até tomou um susto depois de sofrer o empate, mesmo tendo aberto dois gols de diferença. Mas depois do susto, Valentim mexeu na equipe, que dominou as ações e terminou o jogo com um placar expressivo de 5 a 2.
Se a goleada já era suficiente para agradar os vascaínos presentes em São Januário, Danilo Barcelos, lateral contratado no começo do ano, deu mais um motivo de alívio para os torcedores. O Vasco não marcava um gol de falta desde o dia oito de novembro de 2017, quando Nenê deu a vitória ao cruz-maltino sobre o Santos, na Vila Belmiro.
Então, quando Danilo pegou a bola para bater, aos 24 minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada, o grito de gol que saiu pela garganta do vascaíno teve um sabor ainda mais especial. Afinal foi o gol dele que abriu a porteira que terminou em goleada nesta última quarta-feira.
Enquanto os olhos dos cariocas estão voltados para o poderoso Flamengo, o Vasco vem fazendo, quieto e na dele, um belo trabalho de início de temporada. Contratações pontuais, sabendo das limitações de cada posição e o que deve ser feito para aprimorá-las. Ainda de sobra tem o time sub-20 na final da Copa São Paulo, competição que o seu maior rival se notabilizou nos últimos anos como favorito. O vascaíno tá sorrindo à toa, mas não quer que ninguém saiba.
Alexandre Corrêa.
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