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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O vascaíno e o sorrisinho de canto

"Pouca mídia, muito futebol". Você já ouviu essa frase por aí, assim como ela dita ao contrário. Ontem, enquanto os holofotes cariocas estavam voltados para as estreias de Gabigol e Arrascaeta pelo Flamengo, o Vasco, quietinho no canto dele, conseguiu a segunda vitória seguida no Carioca. E ainda contou com uma quebra de um jejum que vinha incomodando desde o final de 2017.


Nem mesmo os holofotes funcionaram do jeito que o flamenguista esperava. Com a queda de luz no estádio Raulino de Oliveira, as atuações das duas estrelas, que já estavam apagadas, perderam ainda mais o brilho. O momento mais iluminado da partida foi o gol de bicicleta de Henrique Dourado, mas que também não foi suficiente para conseguir a vitória sobre o Resende e nem para agradar o torcedor.

A algumas dezenas de quilômetros dali, em um São Januário sem problemas de iluminação, o Vasco, que continua a fazer seu trabalho sem estardalhaço e badalação, goleou e segue 100% no campeonato. Até tomou um susto depois de sofrer o empate, mesmo tendo aberto dois gols de diferença. Mas depois do susto, Valentim mexeu na equipe, que dominou as ações e terminou o jogo com um placar expressivo de 5 a 2.

Se a goleada já era suficiente para agradar os vascaínos presentes em São Januário, Danilo Barcelos, lateral contratado no começo do ano, deu mais um motivo de alívio para os torcedores. O Vasco não marcava um gol de falta desde o dia oito de novembro de 2017, quando Nenê deu a vitória ao cruz-maltino sobre o Santos, na Vila Belmiro.

Então, quando Danilo pegou a bola para bater, aos 24 minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada, o grito de gol que saiu pela garganta do vascaíno teve um sabor ainda mais especial. Afinal foi o gol dele que abriu a porteira que terminou em goleada nesta última quarta-feira.

Enquanto os olhos dos cariocas estão voltados para o poderoso Flamengo, o Vasco vem fazendo, quieto e na dele, um belo trabalho de início de temporada. Contratações pontuais,  sabendo das limitações de cada posição e o que deve ser feito para aprimorá-las. Ainda de sobra tem o time sub-20 na final da Copa São Paulo, competição que o seu maior rival se notabilizou nos últimos anos como favorito. O vascaíno tá sorrindo à toa, mas não quer que ninguém saiba.



Alexandre Corrêa.

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