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quinta-feira, 19 de julho de 2018

A culpa é das Organizadas

O texto de hoje era pra ser sobre a ida do Cristiano Ronaldo para a Juventus. Mas já no intervalo do jogo entre Flamengo e São Paulo, eu mudei de ideia e me senti na obrigação de escrever sobre um assunto que atormenta o torcedor rubro-negro já há anos e anos.


"A torcida do Flamengo é morta!" "A minha torcida quando canta, deixa a do Fla calada!" "Nem ouvi a 'nação' cantando hoje, e olha que a gente tava em número muito menor!" O flamenguista ta cansado de ouvir isso. E sempre rebate, nega, finge que não ouve. Mas ouve. E sabe que no fundo isso tudo tem um pouco de verdade. Veja bem, eu disse um pouco.

Mas se é verdade, por que negam? Por que rebatem? Porque o flamenguista é vaidoso. Porque o flamenguista tem um ego muito grande. Mas ainda maior que o ego do torcedor rubro-negro, é o ego do torcedor organizado. Seja de qual torcida ele for. No Flamengo, a Raça jura que é a maior, a Jovem jura que quem é maior é ela, a Urubuzada, que é menor em tamanho que as duas, se une à Nação 12 para bater frente, e a Fla-Manguaça... A Fla-Manguaça fica na dela. O resultado de tudo isso? É o que aconteceu ontem no Maracanã.

O Flamengo é o único time que me vem à cabeça em que as suas duas maiores torcidas se odeiam. Não é que elas não se gostam, ou que têm algumas diferenças entre si. Elas se odeiam. E quando a Raça canta, a Jovem faz questão de cantar outra música, e vice versa. Enquanto as duas brigam pra ver quem grita mais alto, aparecem outras duas torcidas cantando uma terceira canção. O resultado disso? Parece uma sala de aula da terceira ou quarta série, com batuques diferentes pra todos os lados.

Do outro lado, em menor número, mas minimamente organizados e sincronizados, os visitantes fazem mais barulho. E quem perde com isso é o Flamengo, que enquanto suas torcidas brigam pra saber quem manda nas arquibancadas, joga sem mando de campo e perde sua maior estrela de quem tem tanto orgulho: seu décimo segundo jogador.




Alexandre Corrêa

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