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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O Circo, o Palhaço e o Bobo da Corte

O Boca jogou melhor e mereceu vencer. Sobre isso acho que não há discussão. Se teria feito o segundo gol com Dedé em campo, são outros 500. Não vou ficar aqui escrevendo que o que aconteceu com o Cruzeiro foi vergonhoso, um assalto, uma piada. Isso todo mundo já sabe e está falando por aí. O problema não é o juiz em campo, o bandeira e nem o V.A.R. O problema é muito mais embaixo.


Ontem foi o Cruzeiro. Outro dia foi o Santos, e amanhã será outra camisa pesada. Pesada onde? Aqui no Brasil, porque o nosso verde e amarelo lá fora, hoje não pesa coisa nenhuma. E a culpa disso é da CBF? Muito fácil e raso afirmar isso, por essa razão todos o fazem. Não precisamos olhar o que fazem com os times brasileiros na Libertadores para entendermos o problema. É só olharmos para o nosso próprio campeonato.

Se um time 'X' é prejudicado pela arbitragem contra um time 'Y', ele vai lá, chia, protesta, entra com ação contra o árbitro até ter um posicionamento da CBF, que muitas vezes permanece calada. Agora se esse time 'X' é favorecido, ele se cala, fala que "o jogo é assim, juízes erram e acertam" e vida que segue. O atleticano tá rindo à toa com o que aconteceu ontem. E amanha o cruzeirense vai rir quando quem for prejudicado for o Galo. E assim a vida segue e o brasileiro é feito de palhaço quando joga fora do seu país.

Na hora de reclamar que vai perder jogador em jogo decisivo por causa de calendário, Flamengo e Cruzeiro vão com unhas e dentes atrás da CBF, mas, assim como os outros 18 times da Série A, são reféns das cotas de televisão e nada fazem para de fato mudarem alguma coisa. Se engana quem acha que quem manda no futebol é a CBF. E se engana quem acha que a camisa de qualquer clube brasileiro pesa em competição internacional hoje.

A CBF está à mercê de interesses pessoais. E os clubes são coniventes com isso. Enquanto os clubes não se unirem para de fato mudarem o problema pela raiz, o circo orquestrado pela Conmebol vai continuar, e os clubes brasileiros vão seguir como atração principal.



Alexandre Corrêa

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