No começo de julho do ano passado, o Grêmio disputava a liderança do Brasileirão com o Corinthians, ao mesmo tempo que começava o mata-mata da Libertadores. Quando foi à São Paulo, enfrentar o Palmeiras, pelo Nacional, Renato colocou o time inteiro reserva, sendo alvo de muitas críticas, de todos os lados. Perdeu o jogo e, posteriormente, não disputou mais o título. Na Libertadores, o resto é história.
O Flamengo disputa(va) três títulos: Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. Direção e comissão técnica continuam com o discurso de não priorizar, de buscar os três troféus. Mas o ano é 2018, e a exigência do futebol hoje, com o seu calendário, não permite tais feitos como uma tríplice coroa. E o Rubro-Negro, com sua megalomania, vai acabar sem nenhum dos três.
Há uma semana enfrentou o Grêmio e jogou com muita autoridade, afundando o adversário no seu gol e conseguindo, no último lance, empatar a partida. Os 110% dados pelos jogadores na quarta, fizeram falta no sábado, quando a equipe enfrentou o mesmo Grêmio, recheado de reservas, e perdeu, tanto o jogo quanto a liderança. Ontem, de novo, os titulares mostraram sinais de desgaste, sendo mais uma vez dominados e sem poder de reação. Agora, o time é segundo colocado no Brasileiro, praticamente eliminado na Libertadores e vivo na Copa do Brasil.
Falando do jogo em si, o Flamengo se acostumou a jogar o ano todo com apenas um volante de contenção e com o Paquetá flutuando no meio campo, fazendo tanto o papel defensivo quanto ofensivo. A escolha para o seu lugar foi Jean Lucas, para tentar perder o mínimo possível das características do time. Não funcionou. O Cruzeiro, muito bem armado, pressionou a saída de bola e não deu o espaço que esse time precisava para conseguir sair jogando. Depois que abriu o placar, logo no começo, só administrou, e mesmo assim, podia ter saído do Rio com uma vantagem de três ou quatro.
Agora, o Fla enfrenta o mesmo Cruzeiro, que Mano já confirmou que poupará jogadores. Na outra quarta, pega o Grêmio, pela volta da Copa do Brasil. Então o que fazer? Poupa agora e foca na Copa do Brasil, ou mantém o time nos dois próximos jogos? Alguma hora uma competição terá que ser sacrificada. E se a direção e comissão técnica não decidirem logo qual, já já nem precisarão mais fazer tal escolha.
Alexandre Corrêa
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